quinta-feira, 16 de maio de 2013

Modelo Vivo pra Gente Morta


De repente quis viver uma nova experiência.
Aceitei posar como modelo vivo para uma aula de pintura. Mas antes, conversei com vários profissionais, pesquisei sobre e tudo mais.
E o que parece ser (aos olhos de quem não conhece, como eu, antes da pesquisa) apenas uma exposição quase gratuita, transformou-se em algo realmente interessante.
Confirmei minha presença e, no dia, lá estava. Um pouco tenso e extremamente curioso, observava o ambiente que já conhecia. Dias antes, assisti uma aula para ver como era. Tudo tranquilo.
Por duas horas, você permanece frente a eles completamente nu, variando entre poses escolhidas pelo professor (ou alguma outra, pedida pelo aluno) que varia entre 8 a 15 minutos. Tudo muito tranquilo e objetivo.
Tive curiosidade em saber como era, ao mesmo tempo que um laboratório para um trabalho. Expor-se dessa maneira é algo tanto quanto diferente. Mas a tranquilidade permaneceu por toda a aula. O inusitado, o laboratório, a possibilidade de se permitir viver mais uma dentre as infinitas possibilidades resultou, no final, em belos trabalhos e uma boa sensação.
Na verdade o que mais tinha medo era de ter uma ereção, mas aprendi com uma enfermeira que, se você passa éter na glande, ele não se manifesta. Consegui o éter numa casa hospitalar e, momentos antes, passei, além de só pensar em gente morta e todo tipo de desgraça, ahahahhaha. Graças a tudo ele não se manifestou.
Passado mais de um mês, recebo um e-mail perguntando se poderia posar para uma turma de modelo vivo, desta vez no Parque Lage.
O trabalho já havia sido feito, não precisava de mais nada sobre aquilo, mesmo assim aceitei. Afinal, um novo lugar poderia resultar em novas possibilidades. Mas desta vez, foi tudo diferente.
Pra início de conversa, eles não fecham a porta se você não pedir. Tipo, você se expõe pra todo mundo que por ali passar. Pedi para que fechassem a porta e disse:
Nada a ver deixar a porta aberta. Esse tipo de exposição não me agrada.
Fui para o meu lugar, pronto, e as pessoas me pediam poses. Mas, espera aí, estou ali pra ser dirigido, não ficar dançando e inventando poses.
- Decidam que eu me posicionarei.
O que, anteriormente havia sido objetivo e tranquilo, agora era desconfortável devido ao não saber alheio. Entre possibilidades e tentativas, conseguiram decidir algo. O professor? Chegaria em meia-hora.
Mudança de pose. "Faça algo "assim".
- Então me dirija. Estou aqui para ser dirigido.
Sentado, com as pernas abertas, esperei sem pressa.
- Vamos?
- Sim. É só vocês dizerem.
O professor chegou. Agora entendi o porquê dos alunos não serem objetivos em suas decisões.
O professor esperava que eu também criasse a pose. Voltei a me sentar.
- Vamos? Pronto?
- Diga o que quer e eu farei.
- Faça algo mais que uma pose.
Dei de ombros. - Então diga como quer.
Perdido naquela zona, continuei.
- Você consegue permanecer nessa pose?
- Tranquilo pra mim.
Final da aula. Tchau.
Engraçado como são as coisas. Achava que, no Parque Lage, as coisas fossem diferentes. Afinal, trata-se do Parque Lage. De onde tirei que ali era sinônimo de bom gosto e refinamento?
Grande bosta! Estava diante de uma péssima classe, pessoas trabalhando com o corpo alheio como se lidassem com um dente de alho e dotadas de noção mínima do que ali faziam.
Por melhor que fossem seus desenhos, tratava-se de um grupo de perdidos comandado por alguém que sabia um pouco mais, mas incerto de sua direção.
Numa única palavra: Decadência.
Saí dali com a certeza de, naquela aula, não retornar nunca mais.
Quanto aos amigos que pediram por indicação, eis um relato de como, naquele lugar, as coisas funcionam.
Agora sei como uma prostituta se sente quando transa com um cliente horroroso.

Ao som de Marilyn Manson - You And Me And The Devil Makes 3.

domingo, 12 de maio de 2013

O Escuro da Cidade

Neste ensaio sob direção de Claudio Villela (e minha também), abusamos do bom senso, becos, cantos e pessoas assustadas/excitadas com nossa presença.
Nos aventurando no universo de duas madrugadas cariocas, dando o braço a torcer somente quando o sol encontrava-se próximo de surgir. Nos transformamos em prostitutos, mendigos, voyeurs, ladrões, exibicionistas e malucos, representados por apenas um, diante das câmeras.
Apresentamos então os fragmentos publicáveis deste ensaio, que você vê aqui.

Ao som de The Irrepressibles - To Be

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eu e Você, Pelados no Mundo Fashion

No Rio de Janeiro existe uma feira de roupas e moda em geral chamada Babilônia Feira Hype e, nas últimas edições, acabei lá permanecendo por uma série de razões. Por isso estive em contato direto com o público, observando como as pessoas (a maioria mulheres) se vestiam e portavam. O que resultou numa listinha e alguns pensamentos sobre o que mais me chamou a atenção.
Vamos a eles:

Salto alto - Sou totalmente contra a censura, mas quem deu liberdade à toda e qualquer mulher de usar salto alto? Posso dizer que um grande número usava saltos enormes, pareciam acreditar numa imponência imaginária, quando na

 realidade andavam como se estivessem passando mal.
Existe uma postura ao se colocar um sapato e não é o mesmo que te transformará numa diva. O salto é lindo, mas a coluna está torta. Os ombros caídos apresentavam os seios como duas bolas de carne prestes a se desprender do corpo. Ok, alguns eram tão caídos que dava pra fazer embaixadinha. Mas este não é o ponto, e sim que, ainda não felizes, algumas se bandavam como o Jar Jar Binks do Star Wars! Balançando enquanto não estendiam os joelhos. Como pode alguém se achar sexy/bonita/atraente andando como se estivesse quicando nos joelhos enquanto se locomove?
O sapato é lindo, mas a postura não. Você pode ser linda, mas se não souber andar de salto, se tornará algo tanto quanto bizarro. É a mesma coisa que comprar um batom vermelho e desenhar uma boca torta por toda a testa e achar que está igual à Marilyn Monroe!!
Será que não rola de ensaiar em casa? Pegar uns vídeos no youtube e estudar como as modelos andam, ou demais mulheres que sabem usá-los?
Usar salto exige SIM uma postura, e não me venha com essa de liberdade! Se você decidiu usar algo, ASSUMA, ou se tornará uma baranga.
A medalha de ouro vai para uma mulher na faixa dos sessenta anos, que usava um daqueles pretos clássicos e bastante altos, (acho que é o scarpin) e tinha uma postura tão elegante e feminina que era impossível não olhar para ela, que percebeu que eu a observava.
Uma mulher dessas consegue o homem que quiser, muito mais que você, baranga aos 28, que usa salto mas parecer ter vergonha de tal.
Agora, nada de dizer que homem não liga pra isso! Salto alto, para muitos, é um fetiche, um objeto sensual quando vestido, e você, o usando desta maneira, será a atração principal no palco das bizarrices. Se você está assim agora, imagina descalça...

Outro calçado que vi bastante e é um troço muito, mas muito barango, é a tal da sandália gladiadora. Putz, que troço feio!!! Parece lixo, e ponto! Elas pegaram o primeiro lixo que viram pela frente e amarraram nos pés. Sem contar que dá um ar de piranha. Nada contra ser piranha, pelo contrário, mas pôxa, seja uma piranha bombástica e não o resto dos restos.

Cabelo com luzes - Caraca!!! Milhares de mulheres loiras devido essas luzes nos cabelos. O efeito pode até ser bom no início, mas elas não cuidam e o que parece é um amontoado de loucas descabeladas que levaram um choque, em seguida trabalharam o restante do dia dando banho em cachorros ou lavando banheiros e depois saíram rumo ao evento.
O cabelo espigado, grosso e mal cuidado parecia ser capaz de matar alguém se elas decidissem ser sexys e jogá-los violentamente para o lado. Possivelmente decepariam o próprio ombro ou a parte acertada da pessoa mais próxima.

Química requer manutenção. De que adianta ser platinada e parecer uma mendiga que dormiu com a cabeça toda suja de água oxigenada e acordou com o cabelo todo zoneado? De que adianta a cor que a maioria considera sexy se até a peruca da Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo é mais bem-cuidada? Ok, você pode ser gostosa pra caralho, mas o cabelo te deixou estranha. Muito estranha. Não é possível que elas não vejam isso. Andando pelos corredores, me senti na seção da fábrica de bonecas onde depositam todos os exemplares iguais, porém defeitusos e inutilizáveis.
Se os homens com quem estão nada falam sobre seu cabelo, é um péssimo sinal. Homens adoram cabelo. Na boa, procure ser amigo de um gay. Se ele realmente gostar de você, jamais deixará que saia de casa neste estado. Você é uma dessas que mantém esse troço "rabiscado" na cabeça e critica dreads? (Ouvi comentários negativos sobre)  Pois lá vi várias mulheres que usam e os mantêm em perfeito estado. Pode ter certeza de que dreads dão muito mais trabalho que essa coisa platinada em sua cabeça. E sim, elas eram lindas!

Homens Gays - Engraçado como muitos usam certas marcas como uma armadura mágica que resolve tudo. Abercrombie & Filch deixa gostoso. Cuecas Calvin Klein deixam a bunda dura e o pau grande. Armani deixa o corpo escultural e os transformam no outdoor ambulante mais desejável e impossível por todo o tempo que as estiverem vestindo. Essas e muitas outras marcas. Mas o que acontece não é isso, e sim um monte de caras barrigudos e flácidos usando uma numeração quase infantil e se achando fortes. Nenhuma roupa transformará sua barriga volumosa num tanquinho, sua bunda não se tornará dura por causa da marca da cueca. Hoje em dia é facil ver qual cueca o cara está usando, todos os elásticos ficam à mostra, ainda mais quando usam roupas de numeração 42 e têm um manequim 54. Aí é foda!
Eles acreditam que o peito está duro, quando na verdade, pendurado no próprio corpo ou mantido no lugar por causa do "vácuo" dentro da camisa. O perfume e os óculos ajudam a dar um ar importante e ousado, mas tal não é sustentado mais que oito segundos e, ao cair por terra, você está olhando para alguém que tenta ser algo, mas não sabe bem o que quer ser. Confuso? Bem, o visual, também! Quer ser gostoso, chamar a atenção? Use roupas que moldem seu corpo e não o sufoquem. Se você usar um espartilho, a gordura terá de ir para algum lugar. Acredite, ela não desaparecerá! Malhe, pois roupa não é guindaste. Ou então deixe isso de lado. Ser barrigudinho não é feio e muito menos um defeito. Todo corpo, com seu formato único, pode sim ser maravilhoso. Mas com essas roupas e postura, você se torna um ser estranho que certamente atrairá pessoas com algum tipo de desvio sexual. A coisa é mais simples do que parece. Todo homem gay acha algum cara hetero bonito e interessante. E 99% por cento das vezes esses caras estão esteticamente totalmente diferentes dos interessados. Normalmente queremos ser tudo aquilo que achamos belo, então, qual a questão? Ele chamaria sua atenção se estivesse vestido como você? Não é possível que você pare frente ao espelho e ache bonito uma camisa extremamente apertada que evidencia sua barriga e seus peitos nem um pouco firmes! Sem dizer da calça que parece que vai entrar na bunda que quase não existe! Eles não olharam para você. E duvido que você olharia se eles estivessem com vestimentas como as descritas acima.


Homem hetero - Todos os tipos possíveis. Desde aquele que acabou de acordar e saiu como estava até o mais alinhado dos metrosexuais, seguindo à risca o bom-senso das vestimentas. Não há muito o que dizer sobre por que, por mais diferentes que fossem, todos pareciam carregar o mesmo pensamento: FODA-SE! O homem hetero parece, em meio àquele mundo fashion, ter em
mãos a liberdade de um eterno foda-se estético.
Veste o que quer e foda-se. Arruma-se por horas e foda-se. Ou não se arruma, e foda-se também. Pode ter um closet entupido de maravilhas e fazer as combinações mais malucas, e foda-se!
Usam o que querem e ponto. As cuecas continuam aparecendo fora da calça. Vira e mexe uma Calvin Klein (eu tenho várias, admito). E foda-se se aparecem ou não. Se arrumam quando querem e, se eternamente desejarem permanecer atualizados como o melhor dos catálogos, assim farão e foda-se!
Se seus corpos estão flácidos? Foda-se! Se malham todos os dias e seus bíceps parecem montanhas? Foda-se também! Nesse egoísmo do foda-se eles parecem ter encontrado a solução e o eterno interesse em muitos ao seu redor, sejam estes homens ou mulheres. Eles estão certos? Arriscado afirmar, pois todos, cada um à sua maneira, tem sua razão, um motivo para fazer o que faz e assim se apresentar. E estar perdido não é um motivo, mas certamente resulta, pelo menos em parte, da sua identidade visual.

Nesses dias, observando milhares de pessoas, escutando tanto sobre roupas, ideias, conceitos e posturas, cheguei à conclusão e vi que o poder do foda-se é o que mais encanta, seduz e atrai, para qualquer gênero ou condição sexual. Todos que carregavam esse foda-se de maneira sincera chamavam a atenção por onde passavam. Desse desprendimento nasce um charme, algo que que não pode ser comprado. Que vai além de qualquer marca ou design. E nessa liberdade a gente descobre que ser fashion é muito legal, bonito e divertido, um mundo que vale a pena mergulhar sem se afogar, e saber que chegará o momento em que teremos de tirar as roupas. Sem marcas e ostentações para
manter o fascínio sobre o outro. As formas que você tentou enganar serão exibidas da maneira mais cruel, como um quebra-cabeça que se desfaz frente a outros olhos. O que foi apresentado, momentos antes, não era real. No final da noite ninguém transará com seu perfume, calça, saltos altos, cuecas e vestidos.

Moral da história? Se você não se sustentar pelada(o) , de nada adiantará se cobrir com o que acredita ser o melhor.

Ao som de Cazuza - Todo Amor Que Houver Nessa Vida

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Vídeos do Blog - Reticências

Aeeee pessoal, tudo bom? Para quem não sabe (Acredito que muitos) eu tive um canal no youtube onde postava vídeos que fazia sobre as mais variadas coisas. A ideia nasceu de quando estava no meio de uma BR pedindo carona... rss
Não, não transformarei o blog num vlog nem nada parecido (Quem sabe, daqui algum tempo...), mas trata-se de um material divertido de 2011 e 2012 (por isso as diferenças na logo e etc...) que acredito valer a pena compartilhar. Por isso, divirtam-se com o Reticências. rsss.
Quanto ao antigo canal no youtube, será deletado em breve.
Quem quiser fazer parte do novo canal, sinta-se à vontade :-)



Ao som de Lana del Rey - Gods and Monsters

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Um Breve Pensamento Sobre Uma Nova Porta Que Se Abre

gerson coutogerson couto           Eu sempre gostei de fotografias, tanto vê-las quanto estar nelas, mas sempre como registro de um bom momento, e só. Admirei incontáveis ensaios dos mais variados artistas, mas por muito tempo embasbacado pela presença deles naquele contexto, não percebendo que tais fotos tinham um significado além da beleza ou da postura rebelde. Como na dança e demais manifestações artísticas, consegui, finalmente, aprecia-las como uma forma de pensamento.
gerson coutogerson couto            Mas estar frente às câmeras quando não numa festa, praia ou zoeira, nunca pensei a fundo, por mais que tivesse vontade. Mas de que adianta a vontade se não tiver sentido?
Após o primeiro ensaio, me vejo viciado nessa forma de diálogo com o outro. Dirigir e ser dirigido para encontrar, juntos, o momento perfeito, a frase certa. Adentrar na viagem proposta pelo outro e ter como resultado uma imagem é algo inesquecível. Bastou o primeiro resultado para que uma nova porta se abrisse e ideias brotassem alucinadamente
            Onde isso vai parar, não sei. Mas que venham novos ensaios. E ideias malucas para concretizarmos.

Quanto ao que já era feito anteriormente, nada muda. Pelo contrário, tudo se complementa. ;-)

Todos os ensaios profissionais e outras novidades sobre, você encontra na página no facebook.

Ao som de Alanis Morissette - Receive


sábado, 13 de abril de 2013

Lançamento do 3355 Situações... em João Monlevade

Aeeeee pessoal! Esta semana estive em João Monlevade-MG, cidade onde cresci, para lançar o 3355...que foi uma noite de sucesso graças a Delci Couto, que organizou todo o evento na casa de festas Kissussegu. Mas antes do lançamento, tive a chance de apresentar meu trabalhos para quase 500 alunos do ensino médio da escola Luis Prisco de Braga. Quase duas horas de conversa onde todos mostraram-se curiosos e atentos.
Então, o post de hoje é um agradecimento a todos que compareceram ao evento, aos alunos que me escutaram e a todos que, de uma forma ou de outra, colaboraram para o acontecimento e o sucesso de tudo que aconteceu. E claro, sempre excelente rever todos! :-)
As fotos do lançamento, aqui
As fotos do bate-papo na escola, aqui.

Logo, mais novidades! #preparem-se :D

Ao som de Psy - Gentleman

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Saint-Clair Stockler

Muito estranho quando um amigo morre. Principalmente quando não o conhecemos pessoalmente. Se as redes sociais nos trouxe uma outra forma de relação de amizade/encontro/afeto, por que não, morte?
Meu primeiro amigo virtual, que não deixa de ser real, faleceu ontem.
Conheci Saint-Clair nas comunidades sobre literatura fantástica e fantasia no orkut, mas tornamo-nos amigos de verdade no facebook.
Tudo começou quando ele começou a me cantar descaradamente, ao mesmo tempo em que conversávamos sobre outras coisas.
Daí para frente, jamais paramos de nos falar. Acompanhei suas mudanças, relações, medos e felicidades. E vice-versa.
Até que consegui seu celular e passei a enviar mensagens anônimas, até que, obviamente, ele descobriu que o autor de tal maluquice era eu.
Daí em diante, passamos a conversar pelo celular. As horas dentro do ônibus eram mais divertidas. Não ficávamos mais que três dias sem nos falar, até que ele mudou de operadora e assim não pude mais aproveitar as promoções. Mas as mensagens de celular jamais cessaram. Quase sempre com um conteúdo sutil como levar um tiro no joelho, rsss.
Irônico e inteligente, adorava zoar algumas pessoas do meio da literatura fantástica nacional, tanto publicamente quanto no particular. Impossível não rir, ainda mais pela maneira como apresentava os fatos.
Devido nosso contato quase diário, sempre através do celular ou do computador, acabei conhecendo sua mãe, sua casa e algumas pessoas do seu convívio. Impressionante como tenho em mente a imagem de pessoas que sequer vi fotos.
Logo passamos a infernizar um ao outro no twitter, com divertidas mensagens altamente ofensivas, desejando todo tipo de atrocidade ao outro. Mas ele sempre "ganhava", pois conseguia descer o nível das mensagens num ponto quase inimaginável. Às vezes era preciso apelar, devido aos gifs pornográficos que enviava. Ele sempre rezou pela minha alma no carnaval, rsss.
O convidei para o lançamento do 3355... Ele queria ter ido, mas não pôde devido ao trabalho.
Morávamos na mesma cidade e sempre tive vontade de encontra-lo. Sempre me ofereci para almoçar em sua casa ou marcar alguma outra coisa. No início ele relutava, mas depois simpatizou.
Ele queria que, quando eu fosse, cozinhasse um pudim. Eu disse não! Levaria sorvete por que daria menos trabalho! Mas não sabia que ele era diabético. Ele nunca me contou.
Agora ele morreu.
Como lidar com a ausência de alguém que existiu e não existiu?
Nunca nos vimos pessoalmente. Iria ao seu enterro, mas estou viajando.
 Agora seria o momento para fazer uma última piada. Na verdade a fiz, mas guardarei para mim. Tenho certeza de que, onde quer que esteja, está rindo e me mandando ao inferno! ahahahahahhhaah

É meu caro, a vida queria mesmo que ficássemos no virtual.
Mas foi muito, muito bom o tempo que "passamos" juntos.
:-)
Vamos ficar com saudades.

Ao som de Hurts - Miracle

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Barrios en Guerra

Em 2012, atuei no documentário Barrios en Guerra (Anteriormente chamado como Sin Cuartel), produzido pelo Discovery Channel e dirigido por Alan Tomlinson. Esta semana, um amigo me enviou o link. Uma semana de trabalho inesquecível.
Na época, escrevi sobre: http://www.quandooescritorparadeescrever.com/2011/06/sin-quartel-morro-santa-marta.html

Barrios en Guerra:



Ao som de Alabama 3 - Honey In The Rock

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